Thursday, January 15, 2004
inércia

hoje tive um dia 'vazio'. hoje sinto-me incapaz de exorcizar nas palavras os sentimentos que transporto. gostava de ter o dom de muitos de vocês, que eu leio assíduamente, de conseguir pôr no 'papel' aquilo que vos vai na alma. talvez daqui a uns dias - após alguma reflexão do meu eu - consiga escrever algo... até lá deixo-vos as seguintes palavras:


espelho, és a terra onde as raízes rebentam de mistérios.
repetes as perguntas que te faço, porquê?, repetes
os olhares sem fim das coisas paradas. repetes o meu olhar.
espelho, és a parede e a pele cansada, és um silêncio a morrer a
                                                                                               [noite,
és o que ninguém quer, a verdade mais triste e cansada por dentro.
repetes as perguntas que te faço, porquê?, repetes
a desgraça, a miséria e o desespero.
espelho, quis conhecer-te e perdi-me de ti.

J.L.P


*

e aqui fica, para a judith, uma foto tirada no local onde ela quis estar no outro dia...


"quero ver partir os barcos... prenhos de interrogações"


Posted at 12:25 am by maps
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Monday, January 12, 2004
mais um caso banal

depois de tudo aquilo q eu venci,
a merda que eu já fiz...
a merda que está feita.
dei comigo perdido na manhã... quem sou eu?


espero que o Sol volte para que eu torne a ver a minha sombra. sinto falta do meu lugar.

Posted at 10:56 pm by maps
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sonhos, beijinhos e abraços

simples e complexo. disfruto à noite do silêncio das palavras. tornam-se desnecessárias.


- quanta arrogância!

*

sim... chega-te a mim. chega-te... perto. bem perto. até a minha visão ficar desfocada de tão perto que estás. até eu não conseguir ver mais o que se passa. quero sentir.

bem vinda, bem vinda, bem vinda!
sim, estamos no sítio onde os pés não têm chão!








terminou... acorda!
*


estou ansioso. tão ansioso.
estou claustrofóbico. tão claustrofóbico.

sim... de mim próprio.

tenho a loucura a envenenar-me as memórias.



Posted at 01:47 am by maps
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Saturday, January 10, 2004
noites regadas de alucinogénicos

Quero o silêncio do arco íris
Quero a alquímia das estações
Quero as vogais todas abertas
Quero ver partir os barcos...
Prenhos de interrogações

*

...tal como te quero a ti.


a noite de ontem consumiu toda a minha agilidade e discernimento para o dia de hoje.
na noite de ontem estiveste sempre presente em todos os meus pensamentos. se calhar por te encontrares no quarteirão seguinte. se calhar não.
resisti. não desci a rua, não virei a esquina, não andei em frente e não te vi uma única vez.
mas eu sei que estavas lá. podia sentir a tua presença a arrastar-me. resisti.
deixei-me distraír propositadamente. deixei a minha mente ir espreitar por detrás de todos os panos pretos que imaginamos existir e que cobrem tudo o que julgamos não conhecer. matei a curiosidade dos pensamentos. permiti-me violar essas barreiras. fui sem medo. fui ao lado errado da noite.
ontem bastou-me saber que estavas perto.


Posted at 07:06 pm by maps
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Friday, January 09, 2004
EVENFLOW...


 

...THOUGHTS ARRIVE LIKE BUTTERFLIES


 

 


Posted at 02:10 pm by maps
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Thursday, January 08, 2004
nevoeiro

se eu pudesse falar dir-te-ia... quando conseguir sorrir avisar-te-ei

*


voltaste a escrever o teu nome nos vidros embaciados pela nossa respiração... as letras... os desenhos... as memórias de outros dias... a nostalgia.

"...e essa palavra repetida ao expoente da loucura... ora amarga, ora doce. para nos lembrar que o amor é uma doença... quando nele julgamos ver a nossa cura"

Posted at 08:14 pm by maps
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?

será o amor a única arma que não faz ricochete?

 


Posted at 02:14 pm by maps
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Tuesday, January 06, 2004
incómodo

lembras-te ontem dos dias que vimos nascer no meio das nuvens baças dos cigarros que partilhámos entre palavras e silêncios e risos e lágrimas e beijos e abraços comprometedores de quem se sente completo...? nesses dias não chovia e eu misturei-me contigo e com tudo o que trouxeste ao meu mundo.

hoje sou a água da chuva que escorre pelas goteiras dos prédios e das casas dos bairros e pelas calçadas da cidade sem lavar um único centímetro... nestes dias diluo-me nas lágrimas das saudades que deixaste sem me misturar com o mundo.

hoje estou diluído. hoje estou fodido.



 
a luz compreenderá a impossível compreensão do amor


Posted at 02:51 am by maps
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Monday, January 05, 2004
confusion of mind II

the night has come
and i'm hiding in my room
i'm afraid to face
the reality outside...
i've changed my world
and now everyone is beautiful
forgive me for what i've said
...
all the pressure
of my being
my self esteem has hit the bottom
and i had to push you down with me
i'm so sorry, so sorry, so sorry...
...
the night is gone
as i wish it was my mind
i'm waiting for the rising sun
for the new day... (it has to come!)
...and the same old me
i'm trying not to hurt you,
beacause i want you,
by my side!
by my side...
but all the pressure
of my existence
has taken my self esteem into the bottom
i'm so sorry

*

obrigado Miguel.


Posted at 12:29 am by maps
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Sunday, January 04, 2004
insónia

há já muito tempo que não consigo dormir...

hoje acordei e lembrei-me das tuas mãos. lembrei-me das ondas do teu cabelo. lembrei-me das ondas na praia. lembrei-me das ondas na praia naquele dia em que com as tuas, apertaste as minhas mãos.

hoje acordei e lembrei-me do teu cheiro. lembrei-me das minhas mãos com o teu cheiro nos regressos a casa. lembrei-me das minhas mãos a navegar nas ondas do teu cabelo.

hoje acordei e lembrei-me que já não sei quem sou. não sei quem quero ser. lembrei-me que quero que gostes de mim pelo que eu sou. por aquilo que eu não sei que sou.

hoje acordei e lembrei-me que alguém pode estar a lembrar-se do mesmo que eu. lembrei-me que isso era tudo o que eu não queria lembrar-me.

foi assim que acordei hoje. é assim que acordo sempre. hoje não queria ter acordado. quando acordo tenho saudades.

...quando durmo estou contigo. as estrelas apertam-me.

 


Posted at 02:34 pm by maps
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o tiro atingiu o pássaro em pleno voo.
o chão serviu-lhe de céu.

Jorge Roque



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Icaruh

Groze

Judith

Constantia

Stellar



eram as estrelas, caminhante,
o mapa que não soubeste decifrar
mas vais continuar e continuar
perdido para sempre.

José Luis Peixoto




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